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Espanha: Portugal de fora dos contribuintes para os resgates desde que pediu o seu

Lusa economia

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Bruxelas, 12 jun (Lusa) -- Portugal deixou de ter de contribuir para o atual fundo europeu de resgate desde que, em abril de 2011, pediu ajuda financeira, pelo que não participará numa ajuda a Espanha através do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ainda em vigor.

Os contornos do resgate à banca espanhola, que Madrid e mesmo Bruxelas apresentam antes como uma "linha de crédito", estão no entanto ainda por apurar, pois resta saber se a Espanha vai formalizar o pedido de empréstimo através do FEEF ainda em vigor, ou se através do futuro fundo permanente, o Mecanismo Europeu de Estabilização (MEE), para cujo capital todos contribuem, mesmo os países sob programa, como Portugal.

Mas mesmo neste segundo caso, ou seja, no quadro do MES, que é suposto entrar em vigor em julho próximo (mas que ainda não foi ratificado por todos os Estados-membros), a ajuda à recapitalização da banca espanhola não representaria encargos suplementares para Portugal, já que a sua contribuição e a dos outros Estados-membros para o capital deste novo fundo permanente de resgate (que terá uma capacidade de 500 mil milhões de euros) há muito está decidida e não sofrerá alterações, cabendo a Portugal uma quota de 2,5 por cento.