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Comércio Justo: Crise fecha lojas, dez anos depois de abrir a primeira

Lusa economia

Lisboa, 13 Set (Lusa) - Dez anos após a abertura da primeira Loja de Comércio Justo, a crise chegou aos estabelecimentos que lutam contra o trabalho infantil e a exploração dos trabalhadores. Em Lisboa já não existe qualquer loja e muitas outras estão em risco de fechar.

Lisboa, 13 Set (Lusa) - Dez anos após a abertura da primeira Loja de Comércio Justo, a crise chegou aos estabelecimentos que lutam contra o trabalho infantil e a exploração dos trabalhadores. Em Lisboa já não existe qualquer loja e muitas outras estão em risco de fechar.

Primeiro fechou uma no Porto, depois seguiu-se a única loja que existia em Lisboa. A loja de comércio justo da baixa de Coimbra também não conseguiu resistir à crise. Em Guimarães, Álvaro Dinis, da Cor de Tangerina, teme também pelo futuro do seu estabelecimento localizado no centro histórico "mesmo em frente ao Palácio dos Duques".

"Na hora de comprar, as pessoas questionam-se" e acabam por sair de mãos vazias, diz Álvaro Dinis. "A crise começou em Setembro do ano passado, quando sentimos uma redução de 20 a 30 por cento das vendas. Hoje, temos uma redução de 50 a 70 por cento. Já equacionámos o encerramento da loja", desabafou.