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Bruxelas diz que ninguém deve travar os países que querem taxa sobre transações financeiras

Lusa economia

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Bruxelas, 13 nov (Lusa) - O comissário europeu da Fiscalidade defendeu hoje, em Bruxelas, que os Estados-membros que não querem uma taxa sobre as transações financeiras não devem impedir a sua implementação por aqueles que são favoráveis, como é o caso de Portugal.

Algirdas Semeta falava no final de uma reunião de ministros das Finanças da União Europeia, na qual a Comissão Europeia propôs que seja autorizada a instituição da taxa, através do mecanismo de cooperação reforçada, entre os 11 países que manifestaram formalmente a intenção de a implementar.

Através deste mecanismo, se mais de um terço dos Estados-membros desejarem aplicar determinada medida, podem fazê-lo entre si, mas precisam do "aval" dos Estados-membros que não a adotam, não sendo ainda líquido que os 16 restantes países aprovem a criação do imposto, tendo alguns Estados-membros, segundo fontes diplomáticas, defendido a necessidade de se acautelar antes o impacto que o mesmo pode ter nos países de fora da "cooperação reforçada".