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Inquérito/PPP: Lusoponte é "um dos piores exemplos" de concessões com portagem real

Lusa

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Lisboa, 18 jun (Lusa) -- A Lusoponte é "um dos piores exemplos" de concessões tradicionais com portagem real com encargos para o Estado, tendo custado já cerca de 850 milhões de euros, conclui o relatório da comissão de inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP).

Com 500 páginas e 180 conclusões, o documento foi hoje apresentado no Parlamento pelo relator social-democrata Sérgio Azevedo, segundo o qual "o Estado deve encetar o quanto antes negociações com a concessionária", de forma a defender o interesse público, "evitando no futuro que o Estado incorra em compensações financeiras tão elevadas".

Em conferência de imprensa, o deputado lembrou que a concessão Lusoponte, em 18 anos de existência, "foi renegociada por nove vezes" e que os acordos de reequilíbrio financeiro (FRA) daquela concessão já custaram aos contribuintes portugueses cerca de 850 milhões de euros, especificando o relatório que 525 milhões de euros resultam de compensações contratuais e 322 milhões de euros em compensações por não cobrança/manutenção/actualização do custo de portagem.