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História da primeira Faculdade de Letras do Porto contada em "O Milagre da Quinta Amarela"

Lusa

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Porto, 26 mar (Lusa) -- Apesar da excelência dos seus alunos e professores, durou pouco mais de dez anos a primeira Faculdade de Letras do Porto, cuja história é contada no livro "O Milagre da Quinta Amarela", a lançar na quarta-feira.

Para o investigador Pedro Baptista, autor desta história da faculdade que nasceu em 1919, na Quinta Amarela, junto à Boavista, e desapareceu em 1931, a instituição foi "de um vanguardismo tal e de um europeísmo tal, completamente desfasado da modorra nacional, que formou os melhores intelectuais do século XX de Portugal, mas que também concatenou as maiores invejas e os maiores ódios".

Se aos nomes de professores como Leonardo Coimbra, Damião Peres, Francisco Torrinha, Magalhães Basto, Homem-Cristo, Newton de Macedo, se juntar os de alunos como Agostinho da Silva, Casais Monteiro, Delfim Santos ou Sant' Anna Dionísio, é fácil de perceber a convicção com que o autor defende que esta faculdade "é de tal forma informada, no plano cultural e filosófico internacional," que se vai afirmar "no areópago europeu".