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Greve do Metro de Lisboa coloca gestão da empresa "um pouco mais longe da esfera pública" - Governo

Lusa

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Lisboa, 08 out (Lusa) -- A greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa coloca a gestão da empresa "um pouco mais longe da esfera pública", avisou hoje o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro.

"Estamos um pouco mais longe de manter a gestão do Metro na esfera pública. É uma pena que continuemos, com decisões desta natureza, sendo legítimas e respeitáveis por parte dos trabalhadores, a afastar-nos da sustentabilidade da operação", disse o governante à margem da cerimónia de encerramento das comemorações do 100.º aniversário do engenheiro Manuel Rocha, fundador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

"Um dia de greve é não só a receita que se perde para o próprio dia, mas também os clientes que se perdem para os dias seguintes. Temos essa estatística: sempre que há um período de greve, nos dias e meses a seguir há uma redução do número de utilizações, porque as pessoas deixam de confiar no serviço. Se deixam de confiar perdemos clientes e receita, perdendo receita, a probabilidade de os operadores privados serem mais eficientes do que o operador público aumenta e, portanto, os trabalhadores, que supostamente estão a tentar defender a manutenção da gestão do Metropolitano na esfera pública, com estas decisões, dão claramente passos no sentido contrário", concretizou Sérgio Monteiro.