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Governos Civis: Extinção sem regionalização ou descentralização criticada por políticos e especialistas em território

Lusa

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Lisboa, 21 jun (Lusa) -- Um ano depois de o Governo ter decidido não nomear governadores civis o cargo não deixa saudades, mas políticos e constitucionalistas alertam que o processo está por concluir sem a regionalização ou descentralização administrativa.

Os governos civis, cuja extinção foi anunciada há exatamente um ano, "eram, provavelmente, os órgãos mais inúteis que existiam na nossa administração pública", considera Carlos Abreu Amorim (PSD), admitindo que "agora falta o resto, porque segundo a Constituição, os governos civis, enquanto órgão que superintende as circunscrições distritais, só podiam terminar quando houvesse regiões administrativas".

Considerando que "os governos civis já deviam ter sido extintos há muito tempo", o socialista ex-secretário de Estado da Administração Local Eduardo Cabrita acusa o Governo de não ter "qualquer visão territorial", porque não criou novas "estruturas de base territorial".