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Governo desvaloriza críticas de Ulrich sobre custo dos consultores escolhidos pelas autoridades

Lusa

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Lisboa, 25 out (Lusa) - O Ministério das Finanças reagiu hoje às críticas lançadas pelo presidente do Banco BPI, Fernando Ulrich, acerca dos custos suportados pelos bancos com os consultores designados pelo Governo e pelo Banco de Portugal para acompanharem as operações de recapitalização.

"Sublinhe-se que os custos e despesas, que foram considerados excessivos [por Fernando Ulrich, na quarta-feira], são, de facto, pouco significativos quando contrastados com o esforço exigido ao erário público no âmbito do processo de recapitalização dos bancos que beneficiaram de investimento público para efeitos de recapitalização - que, no caso dos bancos privados, reclamou uma injeção total de 4,5 mil milhões de euros", lê-se num comunicado divulgado pelo ministério tutelado por Vitor Gaspar.

Destacando que a recapitalização da banca portuguesa "é um processo voluntário por parte dos bancos que solicitem recurso a fundos públicos para efeitos de cumprimento dos seus rácios de capital", as Finanças sublinham que os beneficiários deste apoio ficam sujeitos "ao dever de suportar os custos com a assessoria técnica a que o Estado tenha de recorrer para a montagem e execução dessas operações".