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Eurostat chumba operação da ANA porque já existiam leis a enquadrar concessão

Lusa

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Lisboa, 15 mar (Lusa) -- O Eurostat chumbou definitivamente a possibilidade da receita de concessão da ANA abater ao défice de 2012, justificando que esta operação não gerou valor adicional e que já existiam leis que enquadravam a concessão.

Num carta enviada às autoridades portuguesas datada de 11 de março, segunda-feira desta semana, o gabinete de estatísticas das comunidades europeias explica que a seu ver a concessão da ANA -- Aeroportos de Portugal não gera valor e só acontece porque a empresa estava em processo final de privatização, considerando que os 1,2 mil milhões recebidos pela concessão acabariam por se ficar refletidos no preço de venda final, que ficou nos 3,1 mil milhões de euros a pagar pelos franceses da Vinci.

"Como explicamos nas cartas anteriores, e dado que a nossa opinião é que a venda da concessão não deve ter impacto no valor da ANA em contas nacionais, é claro que a venda da concessão está simplesmente a avançar com receitas que de outra forma acabariam por ser recebidos através da privatização", afirma o Eurostat, numa carta enviada ao antigo diretor do departamento de contas nacionais do INE, e agora administrador do instituto, Carlos Coimbra.