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Europeias podem ser "revolução tranquila" de democratização da UE - Académico

Lusa

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Lisboa, 10 out (Lusa) -- As próximas eleições europeias podem ser uma "revolução tranquila" de democratização da União Europeia com os eleitores a escolherem o presidente da Comissão Europeia através do voto num determinado grupo político, defendeu hoje o académico Joseph Weiler.

Numa conferência na Universidade Católica de Lisboa, Weiler, diretor do Instituto Universitário Europeu de Florença, explicou a crescente abstenção dos europeus na eleição do Parlamento Europeu (PE) -- dos 36% em 1979 aos 66% em 2009 -- com a "sabedoria" de quem sabe "que não faz diferença votar para o PE".

Mesmo com poderes acrescidos no PE, faltam à UE dois critérios que, "não definindo a democracia, são indispensáveis para se falar de democracia": a responsabilização política, ou a capacidade de mudar um governo que não satisfaz, e o princípio da representação, ou a "tradução da preferência dos eleitores num programa legislativo".