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Egito: Tribunal militar condena 11 membros da Irmandade Muçulmana a prisão perpétua

Lusa

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Cairo, 03 set (Lusa) -- Um tribunal militar egípcio condenou hoje 11 membros da Irmandade Muçulmana a penas de prisão perpétua pela agressão a militares no Suez (nordeste do Egito), após a violenta repressão contra os apoiantes do Presidente islamita deposto.

Os elementos do movimento, que apoia o ex-presidente egípcio Mohamed Morsi, são acusados de "disparar e adotar meios violentos" contra o exército na cidade portuária do Suez a 14 de agosto, depois da repressão militar contra os manifestantes islamitas que protestavam nas ruas do Cairo.

A mesma instância condenou outros 45 membros e simpatizantes do movimento a cinco anos de prisão. O tribunal militar absolveu oito réus. Estas são as primeiras condenações de membros do movimento islamita desde a destituição e detenção do ex-chefe de Estado egípcio Mohamed Morsi pelo exército no passado dia 03 de julho.