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Discriminação: Ciganos sentem que "poucas pessoas" dão a cara para os defender

Lusa

Lisboa, 20 mar (Lusa) - As associações de ciganos portugueses sentem que "poucas pessoas" dão a cara para os defender. Apostados em deixar de ser "bicho papão", querem mandar os filhos à escola, o que entendem ser um "investimento" no futuro do país.

Lisboa, 20 mar (Lusa) - As associações de ciganos portugueses sentem que "poucas pessoas" dão a cara para os defender. Apostados em deixar de ser "bicho papão", querem mandar os filhos à escola, o que entendem ser um "investimento" no futuro do país.

António Pinto Nunes, presidente da Federação Calhim, que congrega as associações de ciganos portugueses, afirmou à agência Lusa que "90 por cento da sociedade" não aceita os ciganos, "parece que lhes tem repugnância".

Apesar de um cigano ser "um sujeito com dignidade, há bom e há mau, [a discriminação] pode acontecer só pelo facto de se vestir de maneira diferente", afirmou.