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Cortes na despesa são incontornáveis e serão feitos nem que seja por imposição - Banco de Portugal

Lusa

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Lisboa, 15 jan (Lusa) - O Banco de Portugal considera que a contenção e os cortes na despesa são incontornáveis e que se esta não for feita de forma rigorosa e disciplinada pelas instituições nacionais, será imposta pelos mecanismos europeus.

Num artigo realizado pelo Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal que acompanham o Boletim Económico de Inverno hoje divulgado, onde é analisada a despesa pública em Portugal, os colaboradores da instituição dizem que mesmo estas alterações serão forçosamente feitas, a bem ou a mal.

"Se as instituições nacionais, através de uma atuação rigorosa e disciplinada, não forem capazes de o fazer de forma seletiva e refletindo escolhas coletivas informadas e claras, a redução da despesa será imposta pelos mecanismos de supervisão orçamental a nível da União Europeia e pelos mercados financeiros", diz o artigo assinado por Jorge Correia da Cunha e Cláudia Braz.