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Controlo do Banif poderá manter-se nas mãos do Estado mesmo depois de junho

Lusa

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Lisboa, 10 jan (Lusa) - O controlo do Banif poderá manter-se nas mãos do Estado após o aumento de capital previsto para junho já que ainda só está garantida a subscrição de 150 milhões de euros, um terço do reforço de capital previsto.

O Governo anunciou, a 31 de dezembro, a injeção de 1.100 milhões de euros no Banif com vista a recapitalizar o banco, sendo 700 milhões de euros através da subscrição de ações especiais e 400 milhões em instrumentos de dívida convertíveis em ações (as chamadas 'CoCo' bonds). Com esta operação, que será concretizada depois da assembleia-geral do banco, marcada para 16 de janeiro, o Estado ficará então dono de 99,2% das ações do Banif e de 98,7% dos direitos de voto.

Depois deste passo, de acordo com o plano de recapitalização negociado com as Finanças e com o Banco de Portugal, o Banif terá de levar a cabo, até final de junho, um aumento de capital direcionado a acionistas privados de, pelo menos, 450 milhões de euros. Se essa meta for cumprida, o Estado reduz a sua participação para 60,6% das ações e 49,4% dos direitos de voto, regressando então o controlo do Banif para mãos privadas.