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Conserveiros ibéricos querem setor fora do acordo de comércio livre UE/Tailândia

Lusa

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Porto, 21 mai (Lusa) -- Os industriais de conservas de peixe portugueses e espanhóis defenderam hoje a exclusão das conservas do acordo de comércio livre entre a União Europeia (UE) e a Tailândia, sob pena de extinção do setor ibérico de conservas de atum.

"Neste momento as exportações de conservas de atum da Tailândia para a União Europeia (UE) pagam a taxa máxima de direitos, que são 24%, mas, mesmo assim, os tailandeses já são os maiores exportadores para a UE. Se, pura e simplesmente, deixarem de pagar direitos ou estes forem fortemente reduzidos, a UE vai ser invadida e muitas fábricas, se não todas, vão desaparecer", afirmou à agência Lusa o secretário-geral da Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP).

Castro e Melo falava à margem de uma cimeira bilateral da indústria conserveira luso-espanhola que hoje decorre em Matosinhos para analisar a situação atual do setor no âmbito do lançamento oficial, a 06 de março, das negociações para a celebração de um acordo de comércio livre entre a UE e a Tailândia.