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CCP diz que 'super crédito fiscal' está desenquadrado da necessidade das empresas

Lusa

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Lisboa, 24 mai (Lusa) -- O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, criticou hoje as medida de incentivo fiscal ao investimento anunciada pelo Governo na quinta-feira, considerando-a "desenquadrada de um conjunto de necessidades das empresas".

O Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento é uma medida "positiva, no entanto, como surge desenquadrada de um conjunto de necessidades das empresas, quer no mercado interno -- onde há necessidade de haver maior poder de consumo das pessoas -- quer no mercado externo, tendo em conta a recessão europeia, acabará por ter sempre um efeito muito limitado", afirmou o líder da CCP, à margem da conferência 'Consensus e Reforma Institucional', organizada pelo Banco de Portugal, Conselho Económico e Social e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, garantiu na quinta-feira que o Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento (CFEI) poderá, no limite, reduzir a taxa efetiva de IRC para 7,5% face aos atuais 25% a que são tributadas as empresas.