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Beja/Crime: Inquérito ao triplo homicídio ocorrido há seis meses ainda por arquivar

Lusa

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Beja, 06 ago (Lusa) - Após seis meses do triplo homicídio em Beja e do suicídio do assassino confesso, o Ministério Público ainda não arquivou o inquérito, por aguardar relatórios de autópsias, revelou hoje à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a fonte, o inquérito ao caso, a cargo do Ministério Público de Beja, "ainda não se encontra arquivado, aguardando-se, nomeadamente, a junção aos autos dos relatórios das autópsias". O caso remonta a 13 de fevereiro deste ano, quando o homicida, Francisco Esperança, de 59 anos, se entregou à PSP, que, após o ter detido, entrou na sua casa, onde encontrou os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro anos.

No primeiro interrogatório judicial, a 15 de fevereiro, o homicida explicou que cometeu os crimes enquanto as vítimas dormiam e com recurso a uma catana "por ser um instrumento silencioso". A situação económica da família foi o principal motivo invocado por Francisco Esperança para assassinar mulher, filha e neta na noite de 07 para 08 de fevereiro, cinco dias antes de os cadáveres terem sido encontrados.