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Automóvel: Políticas do Governo levaram setor a situação "catastrófica" - Diretor geral da Peugeot Portugal

Lusa

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Lisboa, 12 jul (Lusa) - O novo diretor geral da Peugeot afirmou, em entrevista à Lusa, que a quebra de receitas em 47 por cento do Imposto Único Automóvel (IUC) até maio se deve ao Governo ter ignorado "as evidências" de que as medidas tomadas "teriam uma consequência catastrófica".

Alfredo Amaral, o primeiro português a assumir o cargo máximo da Peugeot desde que a marca francesa está presente em Portugal, disse não compreender como é que o Governo fez uma projeção de aumento da receita fiscal do IUC em 7 por cento, já que "todos os alertas sistematicamente feitos por várias entidades do setor puseram bem em evidência que as medidas que estavam a ser tomadas teriam uma consequência catastrófica".

Para o diretor geral da Peugeot Portugal, "há uma completa desadaptação à realidade" e o Governo sabia perfeitamente que, ao aumentar a carga fiscal sobre os automóveis, estaria a condenar a aquisição de carros, impulsionando a quebra das vendas para metade.