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Ano Judicial: PGR assume morosidade na investigação de crimes complexos e pede respostas

Lusa

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Lisboa, 30 jan (lusa) -- A procuradora-geral da República assumiu hoje que existem "sinais de menor eficiência e demasiada morosidade" na investigação de crimes económico-financeiros, da corrupção e da cibercriminalidade e advogou uma resposta coordenada com os órgãos de polícia criminal.

Falando na cerimónia da abertura do Ano Judicial sobre a luta contra a criminalidade organizada e violenta, Joana Marques Vidal considerou que estes fenómenos "impõem resposta tecnicamente qualificadas, coordenadas e planificadas com os diversos órgãos de polícia criminal" e com as instituições que realizam perícias e prestam apoio técnico.

"Há que investir na formação especializada dos magistrados e no repensar de formas organizativas que promovam a efetiva assunção da direção do inquérito pelo Ministério Público (MP), que incentivem o trabalho de equipa", afirmou a procuradora-geral da República na sua intervenção na cerimónia, que decorre no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa.