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Ajuda Externa: Portugal não pode deitar agora tudo a perder, Durão Barroso

Lusa

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Bruxelas, 06 nov (Lusa) -- O presidente da Comissão Europeia sublinhou hoje a necessidade de um amplo consenso político e social em Portugal, advertindo que é essencial que, na reta final do programa de assistência, o país "não deite tudo a perder".

"Portugal assumiu determinadas obrigações perante a União Europeia, perante o Fundo Monetário Internacional. É importante que não haja quaisquer dúvidas quanto a esse cumprimento das obrigações. Nesta reta final do programa, é essencial que Portugal não deite tudo a perder", afirmou José Manuel Durão Barroso, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, após uma reunião entre uma delegação do Governo português e o executivo comunitário.

O presidente da Comissão sustentou que "continua a ser importante ter o mais amplo consenso político e social, para concluir com êxito o programa de ajuda externa, quando faltam apenas três avaliações e cerca de oito meses para a conclusão deste programa", acrescentando que seria "muito negativo" que todos os sacrifícios feitos pelos portugueses fossem "desperdiçados" por não haver condições políticas ou sociais.