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Ajuda externa: Hospitais EPE levam Portugal a falhar meta de não acumulação de pagamentos em atraso - FMI

Lusa

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Lisboa, 13 nov (Lusa) -- Portugal não cumpriu a meta quantitativa estipulada pela 'troika' da não acumulação de mais pagamentos em atraso no primeiro e no segundo trimestres, devido à acumulação de dívidas nos hospitais empresa, indicou hoje o Fundo Monetário Internacional.

No seu relatório sobre a oitava e nona avaliações ao Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), hoje divulgado, o FMI refere que, "apesar de o sistema de controlo de nova despesa estar operacional na maioria das entidades orçamentais, os pagamentos em atraso [há mais de 90 dias] continuaram a acumular-se durante o primeiro semestre, violando o respetivo objetivo" trimestral.

O FMI refere que isto "se deve sobretudo aos desenvolvimentos no setor da saúde, em que os atrasos foram causados por uma insuficiente orçamentação, por fraquezas no controlo da despesa e por atrasos nos pagamentos feitos pelos hospitais EPE às farmacêuticas".