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África não deverá apostar em transformar-se num paraíso fiscal - Analista

Lusa

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Lisboa, 19 jul (Lusa) - Os países africanos não deverão interessar às empresas que procuram novos paraísos fiscais no seguimento da atenção mediática dada aos baixos impostos pagos por algumas das maiores multinacionais no Ocidente, considerou à Lusa um analista do BPI.

"A maioria dos países africanos ainda não oferece condições de estabilidade e segurança de investimento para substituírem os países avançados como os próximos paraísos fiscais. Sendo assim, o combate à evasão fiscal nos países desenvolvidos dificilmente se repercutirá, por esta via, num aumento dos fluxos de capital para países africanos", disse à Lusa Nuno André Coelho.

O analista financeiro do departamento de estudos económicos e financeiros do BPI argumenta ainda que "a prioridade da grande maioria dos países africanos está centrada na promoção do desenvolvimento económico, não na criação de incentivos fiscais que pouco sustentam a atividade económica e a criação de emprego".