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África do Sul: Procuradoria diz que acusação de homicídio contra 270 mineiros tem precedente legal

Lusa

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Joanesburgo, 31 ago (Lusa) - O porta-voz da Procuradoria-Geral da África do Sul, Frank Lesenyego, disse na noite de quinta-feira que a formalização de acusações de homicídio contra 270 mineiros de Marikana tem precedente legal no país.

Sem entrar em detalhes sobre o caso a ser preparado pela Procuradoria, Lesenyego confirmou que cada um dos 270 mineiros que participavam numa greve ilegal na mina de platina da Lonmin, seis dos quais estão hospitalizados, foi acusado de 34 homicídios e tentativa de homicídio, além de outros crimes, incluindo roubo à mão armada e violência pública, remetendo para a audiência da próxima semana mais revelações sobre o caso.

O magistrado Esau Bodigelo cedeu quinta-feira no tribunal de Ga-Rankuwa ao pedido da Procuradoria de manter em prisão preventiva todos os arguidos, não só com base no argumento da acusação de que muitos deles não têm morada fixa e poderão "desaparecer", como também porque a defesa não tinha ainda pronto o pedido formal de libertação sob fiança.