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Advogado de Fuentes alega que práticas do seu cliente não constituem delito penal

Lusa

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Madrid, 02 abr (Lusa) -- O advogado de Eufemiano Fuentes defendeu hoje, nas alegações finais do julgamento da "Operación Puerto", que as práticas do médico, descobertas em 2006, não constituem delito, porque nessa data a dopagem desportiva ainda não estava consagrada em Espanha.

O advogado Tomás Valdivielso iniciou as suas alegações recordando que as práticas dopantes não eram consideradas delito em Espanha até à criação da primeira Lei Antidopagem, em fevereiro de 2007, e sustentou que era "impossível" aplicar a legislação agora a acontecimentos anteriores.

"As condutas [de Fuentes] eram atípicas e sem encaixe penal até fevereiro de 2007. Não podem ser alvo de nenhuma condenação penal", completou, indicando que a atividade do seu cliente também não encaixa no artigo 361 do Código Penal, vigente na época, mas que se refere à administração de medicamentos deteriorados com risco para a saúde.