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Francisco Pinto Balsemão sobre O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald: “Um grande escritor e uma boa história’’

Ler Faz Bem

André Moreira

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O presidente do Grupo Impresa apresenta a obra que será oferecida com a VISÃO desta semana. VEJA O VÍDEO

O Grande Gatsby é um dos livros que fica por uma simples razão: trata-se de um grande escritor e de uma boa história. Editada em 1926, a obra catapulta Fitzgerald, então com 29 anos, para a fama e proporciona-lhe receitas que ele gasta sem preocupações de poupança e ultrapassando muitas vezes as suas disponibilidades. Francis e Zelda chegam a arrendar uma mansão com 27 quartos, convidam para festas barulhentas e escandalosas, regadas por rios de álcool, até o sol nascer.

O livro dá-nos conta desse ambiente (basta ler a sumptuosa descrição das festas em casa de Gatsby) e da crueldade vazia em que nele decorriam as relações de poder e as ligações sentimentais. Conduz-nos também a outras atmosferas, desde a casa do garagista Wilson à dos Buchanan, desde a vida dupla de Myrtle, a mulher do garagista, aos mundos, apenas aflorados, da golfista Jordan Baker ou do tenebroso judeu Wolfsheim. Explica--nos, por outro lado, o que, naquela sociedade nova-iorquina do pós-guerra, significava e valia a força do dinheiro. E, talvez mais do que isso, a importância das classes sociais: Daisy e Tom, os Buchanan, acabam por atravessar todo o drama quase incólumes, porque pertencem a uma classe alegadamente superior, onde, afinal, Gatsby nunca conseguiria entrar.

Mas o livro é muito mais do que isso. 
É a capacidade de contar uma história que, para além de ter princípio, meio e fim, contém uma dose de suspense servida até à última página. 
Em O Grande Gatsby, o que mais impressiona é, em suma, a grande qualidade da prosa e o modo como ela é posta ao serviço da narrativa.

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