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Guilherme d'Oliveira Martins garante que 'O Apelo da Selva' "entusiasma todas as idades"

Ler Faz Bem

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Veja o vídeo e leia o depoimento do administrador da Fundação Calouste Gulbenkian sobre a obra de Jack London, que a VISÃO está a oferecer no âmbito do projeto Ler Faz Bem

SAIBA MAIS:

- VISÃO oferece 'O Apelo da Selva', de Jack London

- Saiba tudo sobre o Projeto Ler Faz Bem

É notável como um livro publicado em 1903 mantém uma popularidade invejável. Jack London foi um escritor dotado de especial talento para prender a atenção dos seus leitores. O Apelo da Selva é exemplo do que de melhor se pode pedir a um romance – personagens bem definidas, vontades determinadas, ação, força, ameaça, tensão, luta, compreensão, em suma, encadeamento suscetível de prender a atenção do leitor de princípio a fim… E neste caso, contamos com o talento do romancista, ao serviço de uma fábula, cujo protagonista é um cão, que sofre as vicissitudes da luta pela sobrevivência. A história passa-se no vale do rio Klondike, no Canadá, durante a febre do ouro do final do século XIX. Nessa corrida desenfreada são muitos os riscos corridos por homens e animais. A natureza é a um tempo agreste e desafiante. E o exemplo de Buck traz-nos uma narrativa que entusiasma todas as idades. No tempo das grandes leituras este era um livro obrigatório – uma vez que trazia não só o ambiente dos aventureiros americanos, mas também considerava a “luta pela vida” como um motivo de encontro entre a generosidade, a valentia e a vontade. Hoje continua a ser um documento fantástico – e um apelo natural ao prazer da leitura. E uma sucessão das circunstâncias vai ditar a compreensão de que não há dificuldade ou provação que possa estar fora da determinação de um combatente justo perante um meio adverso. O Apelo da Selva encerra uma ética de aliança, de força e de dignidade. Por isso, houve quem proibisse a circulação do livro, decerto porque encerra o apelo a que nunca devamos renunciar à coragem.