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Homem do Leme: Em fim, o mundo

Homem do Leme

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Nós por cá, no meio desta crise, estamos demasiado ocupados em (sobre)viver o dia-a-dia, para nos preocuparmos com assuntos de tal envergadura. Primeiro o dinheiro para o bife, depois as grandes questões do universo. Porque sem dinheiro para o bife não há cosmos que resista.

"O mundo não vai acabar a 21 de dezembro de 2012, nem em nenhum outro dia de 2012", assegura o governo americano, no seu site oficial. Eles devem saber do que estão a falar, porque têm bombas suficientes para acabar com este mundo e o outro. Quanto a 2013, isso logo se vê. O governo americano para já não arrisca qualquer palpite. Essa ausência de informação sobre o estado de saúde do mundo no próximo ano é, no mínimo, inquietante. Talvez eles estejam à espera do réveillon para nos dar a notícia: "Lamentamos informar os habitantes da Terra que o planeta vai explodir em meados de março, por favor mantenham a calma". Mas pelo menos até ao final do mês estamos safos, o que já não é nada mau.

Parte-se do princípio que, nesta matéria, os americanos sabem mais que os Maias. E estes últimos fizeram a profecia há um milhar de anos só para semear a confusão nos povos do futuro (atenção, não confundir o povo Maia com a astróloga Maya). Contudo, os profetas Maias enganaram-se num ponto fulcral: estavam convencidos que Mitt Romney ia ganhar as eleições americanas. Com Barack Obama tudo fica um pouco mais tranquilo.

Nós por cá, no meio desta crise, estamos demasiado ocupados em (sobre)viver o dia-a-dia, para nos preocuparmos com assuntos de tal envergadura. Primeiro o dinheiro para o bife, depois as grandes questões do universo. Porque sem dinheiro para o bife não há cosmos que resista. Mas isto dos bifes é como os mundos: ou há moralidade ou comem todos. Bum!