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Um hino para a CPLP?

Música

VÍDEO Qual é o hino da CPLP? A banda sonora da cerimónia de abertura da VI Bienal de Jovens Criadores de CPLP, em Salvador da Bahia, avançou com várias propostas, canções que refletem a dimensão transatlântica da lusofonia, incluindo um original de Jarbas Bittencourt, que pode ouvir aqui

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Qual é o hino da CPLP?

A banda sonora da cerimónia de abertura avançou com várias propostas, canções que refletem a dimensão transatlântica da lusofonia. Porque também é através da música que os povos se entendem.

A primeira foi "Navegar é preciso, viver não é preciso", os versos de Fernando Pessoa, musicados por Caetano em os Argonautas, e já cantados por tantos outros. "Meu coração não aguenta tanta tormenta e alegria". A segunda hipótese, também avançada no espetáculo, é outra grande canção de Caetano Veloso: Língua, do álbum Velô. Começa assim: "Gosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões". E, mais à frente, partindo de Pessoa, "A língua é minha pátria/ E eu não tenho pátria, tenho mátria/ E quero fratria". Sem dúvida um grande hino à língua portuguesa.

Em Salvador, houve uma nova proposta. Uma grande surpresa, da autoria do músico bahiano Jarbas Bittencourt, cantada por membros dos sete países lusófonos na bienal, numa espécie de We are the World da Lusofonia.

"A música foi uma encomenda, tinha a dificuldade de falar dos sete países, numa canção", explicou ao JL, Jarbas Bittencourt, que esteve no início do ano em Portugal, numa residência de teatro. A solução foi simples, mas extremamente eficaz.

Jarbas Bittencourt, 42 anos, é músico profissional. Tem trabalhado sobretudo em composições para peças teatrais, mas agora procura gravar o primeiro disco. Na ponta da língua poderá fazer parte do alinhamento.

 

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