"Quem roubou a Madeira durante cinco séculos e meio e roubou dois terços daquilo que o trabalhador madeirense produzia foi Lisboa e eu não admito que se ande a criar um clima entre portugueses para se chegar ao ponto de, naquilo que é nobre no desporto, se aproveitar a ocasião para se insultar o povo madeirense", realçou.

"Alguém é responsável por se ter chegado a este ponto, alguém na comunicação social do continente andou a dizer mentiras para virar os portugueses do continente contra os portugueses da Madeira. Se não se quer a coesão nacional diga-se de uma vez por todas (...), se não querem continuar com os madeirenses digam uma vez por todas, porque nós também não fazemos questão", referiu ainda, tendo sido aplaudido pelos mais de 300 produtores de cana-de-açúcar presentes na cerimónia.

O encontro de quarta-feira 

O presidente do Governo Regional da Madeira disse ainda não confirmar o encontro de quarta-feira com o primeiro-ministro para tratar da assistência financeira à Madeira a braços com uma dívida pública de 6,5 mil milhões de euros.

"Não confirmo nenhuma data, não sei, os desígnios da Providência são imperscrutáveis", disse à margem de uma cerimónia de partilha do bolo de mel

Confrontado com as notícias de que Pedro Passos recebe quarta-feira, em São Bento, o presidente do Governo Regional da Madeira para analisar o plano de assistência financeira a esta região autónoma, Jardim retorquiu: "eu não bebo nessas fontes".

Posso ir e posso não ir (...), sei lá se amanhã estou vivo (...), falta tudo, só está resolvido quando se assina", disse ainda.