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Luís Barra

Em tempo de férias, os estudantes podem escolher ser voluntários em Moçambique ou São Tomé, mas as inscrições são agora. No Dia Internacional do Voluntário, a Cruz Vermelha apela aos Governos para criarem legislação sobre voluntariado 

Conhecer um país africano é sempre uma experiência enriquecedora. Ir em regime de voluntariado, interagindo e deixando uma marca de mudança, pode fazer a diferença. É por isso que a AHEAD, Associação Humanitária de Educação e Apoio ao Desenvolvimento está a convidar jovens estudantes universitários para projetos de voluntariado em dois países africanos: Moçambique e São Tomé.

As viagens vão realizar-se em julho e agosto (período de férias), mas as inscrições terminam já no dia 9 de dezembro. Podem inscrever-se (em www.ahead.org.pt) alunos de todas as universidades da zona de Lisboa, sabendo que em Moçambique, por exemplo, podem ser chamados a leccionar módulos ligados às suas áreas de formação.

Há quatro fases de seleção e/ou preparação para o projeto que decorrem nos meses anteriores à viagem. Até dezembro serão escolhidos 80 voluntários que podem vir a integrar as equipas finais. Entre janeiro e abril haverá algum trabalho em Portugal, ao nível de organização de eventos para angariar fundos de forma a minimizar os orçamentos das viagens. Em abril e maio serão escolhidos os grupos finais de viajantes. E em maio e junhoas equipas começam a preparar o trabalho no terreno.

Em 2012, a AHED teve 384 inscrições para programas de voluntariado, em Portugal e lá fora; 72 voluntários participaram efetivamente m ações solidárias; foram prestadas 630 horas de apoio escolar a alunos dos 1º e 2º ciclos e 112 horas de formação a alunos universitários; e 2.181 pessoas foram apoiadas por iniciativas da AHEAD. 

APELO PELO VOLUNTARIADO 

No âmbito do Dia Internacional do Voluntariado, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho está a lançar um apelo a alguns Governos para que elaborem legislação forte sobre essa missão de assistência, nomeadamente garantindo a existência de seguros para todos os que partem para missões de salvamento.

Os voluntários são muitas vezes os primeiros a chegar a cenários de emergência ou de pós desastre que representam perigo ou instabilidade e precisam de leis que os protejam ou que assegurem que eles não perdem benefícios (tais como subsídios de desemprego ou pensões).

"Apelamos aos governos para trabalharem connosco para tornar o trabalho e a vida destes voluntários mais segura e fácil", explica Bekele Geleta, secretário-geral da Cruz Vermelha. "No final do ano passado, na nossa Conferência Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, 164 governos apoiaram este apelo para tornar o voluntariado mais seguro e fácil", acrescenta Geleta.