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VÍDEO: Moçambique aqui tão perto

Voluntariado

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Através da AVOMACC, qualquer um pode apadrinhar crianças e bebés carenciados ou tão só garantir que comem iogurtes, fruta, ovos ou legumes

No bairro de Malhampsene (município da Matola, nos arredores de Maputo), o dia de comer iogurtes é uma verdadeira festa. Acontece uma vez por semana, à quarta-feira, e todos os beneficiários da Associação Voluntária de Mães e Crianças Carenciadas (AVOMACC) têm direito a essa pequena preciosidade.

Os iogurtes são comprados através do dinheiro que chega dos padrinhos portugueses que se apaixonaram por este projeto moçambicano nascido em 1993. O mesmo acontece com as papas, o arroz, o feijão, o frango, a sopa, o peixe, a carne ou os ovos. E o mesmo pdoerá acontecer, em 2013, com as cadeiras e as mesas para o refeitório.

Todos os anos, a AVOMACC prestas contas em Portugal da sua atividade solidária, levada a cabo junto de mulheres desempregadas e crianças carenciadas da região de Matola, em Moçambique. Desta vez, as contas foram prestadas sob a forma de um vídeo, que pode visualizar neste artigo.

Tal como outros, 2012 foi um ano importante para a instituição: comprou-se uma nova carrinha, iniciou-se o Projeto Medicina + Perto, fizeram-se formações diversas em saúde e culinária, surgiram novos padrinhos (o total passou de 106 para 134) e nasceram muitos bebés (11).

O objetivo principal da associação sem fins lucrativos, reconhecida pelo Governo do País e apoiada pelas Irmãs Doroteias, é recuperar crianças subnutridas e dar trabalho às mães e mulheres desempregadas.

Enquanto as progenitoras vão trabalhar nas diferentes atividades do projeto (fabricar tijolos, cultivar as terras ou vender os produtos da sua agricultura), os bebés e as crianças, dos 0 aos 5 anos, são recolhidos na creche da AVOMACC. Ao mesmo tempo, promovem-se hábitos de alimentação saudável (só desde 2008, por causa de um novo sistema de apadrinhamento, é que os meninos e meninas comem fruta) e dá-se assistência médica e educação.

A creche abre pelas oito da manhã e o dia desenrola-se quase com a normalidade de uma escola portuguesa: começa-se pela ginástica, às dez horas há o lanche da manhã, às 12h30 é hora de almoço, segue-se a sesta e o lanche. O regresso a casa dá-se por volta das 15h30, já com banho tomado (grande diferença em relação às creches de Portugal).

O projeto tem sobrevivido, e crescido, em grande parte por causa dos apoios concedidos pelo Estado moçambicano e por entidades, empresas e indivíduos, inclusivamente portugueses, que foram apadrinhando novas instalações, remodelações, furos de água, tanques ou salas de costura.

A Paróquia do Campo Grande, em Lisboa, tem ainda uma parceria que anualmente, em tempo de férias, envia grupos de jovens em trabalho voluntário.

D.R.