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Quase 350 pessoas com mais de 55 anos querem fazer voluntariado em África

Voluntariado

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Imagem de arquivo

Lucília Monteiro

O programa Mais-Valia, da Fundação Gulbenkian, recebeu 364 candidaturas de médicos, enfermeiros e professores que querem fazer voluntariado em África

 A direção do Programa Gulbenkian de Ajuda ao Desenvolvimento revelou que o número de candidatos superou todas as expectativas.

A organização pedia profissionais em situação de reforma ou pré-reforma dispostos a realizarem missões de voluntariado em Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Muitos candidatos têm mais de 65 anos, ou mesmo mais de 70.

As 364 inscrições vão, agora, ser analisadas pelo júri. As áreas com maior falta de profissionais são a educação, saúde e artes. Contudo, as missões terão a duração máxima de dois meses para evitar que ponham em causa o emprego jovem nos países apoiados.

A colaboração permanente com instituições locais é outro dos pontos fortes do programa. A ideia é encontrar o "par ideal" entre as organizações e os profissionais, que serão incluídos numa bolsa de voluntariado qualificado.

Os primeiros candidatos deverão partir em missão em agosto ou setembro deste ano.