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FOTOS: O mundo de... Hunter Hadler

Os nossos heróis

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Hunter Hadler, fundador da ReFood

José Caria

Desde que fundou a Refood, uma associação para gerir os desperdícios alimentares em Lisboa, a vida deste norte-americano, de 61 anos, transformou-se num tornado

Quando decidiu, há três anos, deixar de ganhar dinheiro como organizador de eventos, passou a dar de comer a muitos lisboetas que antes passavam fome. Objetivo de vida: conseguir que Lisboa se transforme na primeira cidade livre de desperdício
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Quando decidiu, há três anos, deixar de ganhar dinheiro como organizador de eventos, passou a dar de comer a muitos lisboetas que antes passavam fome. Objetivo de vida: conseguir que Lisboa se transforme na primeira cidade livre de desperdício

Para alimentar quem se inscreve na associação (começou nas redondezas da igreja de Nossa Senhora de Fátima, mas agora já atua em Telheiras), teve de arranjar restaurantes que doasem as suas sobras.
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Para alimentar quem se inscreve na associação (começou nas redondezas da igreja de Nossa Senhora de Fátima, mas agora já atua em Telheiras), teve de arranjar restaurantes que doasem as suas sobras.

Na zona onde opera, de bicicleta, saúda as pessoas à sua desgovernada passagem em duas rodas.
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Na zona onde opera, de bicicleta, saúda as pessoas à sua desgovernada passagem em duas rodas.

Entra pelas cozinhas, à hora combinada, e carrega a mala com restos. Servem 500 refeições ao dia.
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Entra pelas cozinhas, à hora combinada, e carrega a mala com restos. Servem 500 refeições ao dia.

Na Refood ninguém recebe ordenado. Organizam-se com a boa vontade de quem quer ajudar. «Só pedimos duas horas por semana. Cada microsserviço equivale a dez refeições entregues em cabazes naquele dia.»
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Na Refood ninguém recebe ordenado. Organizam-se com a boa vontade de quem quer ajudar. «Só pedimos duas horas por semana. Cada microsserviço equivale a dez refeições entregues em cabazes naquele dia.»

Hunter está a estender o modelo ao resto da cidade, num regime de franchising: oferece a partitura, mas depois as orquestras locais têm de tocar sozinhas.
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Hunter está a estender o modelo ao resto da cidade, num regime de franchising: oferece a partitura, mas depois as orquestras locais têm de tocar sozinhas.

A sua voz, com sotaque marcadamente americano, apesar dos vinte anos que leva de Portugal, ecoa no estádio do Restelo vazio. Dá ordens. Todos lhe obedecem. «Andamos no sentido dos ponteiros do relógio, silenciosamente, mas cheios de alegria!»
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A sua voz, com sotaque marcadamente americano, apesar dos vinte anos que leva de Portugal, ecoa no estádio do Restelo vazio. Dá ordens. Todos lhe obedecem. «Andamos no sentido dos ponteiros do relógio, silenciosamente, mas cheios de alegria!»

Os representantes das 25 associações de solidariedade que ali juntou estão a gravar um clip para passar no concerto Portugal ao Vivo. Graças a Hunter, estiveram todos presentes neste festival («Um ótimo veículo de comunicação»), numa área lounge dedicada a ajudar os outros.
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Os representantes das 25 associações de solidariedade que ali juntou estão a gravar um clip para passar no concerto Portugal ao Vivo. Graças a Hunter, estiveram todos presentes neste festival («Um ótimo veículo de comunicação»), numa área lounge dedicada a ajudar os outros.

A Refood foi uma das associações que concorreram ao prémio EDP Solidária. E ganhou. Hoje é o dia da cerimónia de entrega, no Museu da Eletricidade. Antes , almoça com o filho num quiosque: hambúrguer e cola. Durante os discursos, aproveita para fechar os olhos. «Estou muito cansado», confessa.
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A Refood foi uma das associações que concorreram ao prémio EDP Solidária. E ganhou. Hoje é o dia da cerimónia de entrega, no Museu da Eletricidade. Antes , almoça com o filho num quiosque: hambúrguer e cola. Durante os discursos, aproveita para fechar os olhos. «Estou muito cansado», confessa.

Vai despachando as constantes chamadas com mensagens escritas. Quando sobe ao palco, é um homem satisfeito com os carros elétricos que conta receber para ajudar na recolha e entrega de comida.
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Vai despachando as constantes chamadas com mensagens escritas. Quando sobe ao palco, é um homem satisfeito com os carros elétricos que conta receber para ajudar na recolha e entrega de comida.

Quando decidiu, há três anos, deixar de ganhar dinheiro como organizador de eventos, passou a dar de comer a muitos lisboetas que antes passavam fome. Objetivo de vida: conseguir que Lisboa se transforme na primeira cidade livre de desperdício.