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Cimeira Rio+20. Custo ou oportunidade?

Conceição Zagalo

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Caro leitor, agora que terminou a Cimeira Rio+20, é hora de falar dos seus resultados, desmitificando algumas questões. Sucesso ou fracasso? Avanço ou retrocesso? Foi uma Cimeira estratégica ou tática?

Enfim... são várias as questões que se podem colocar, mas também é verdade que as podemos resumir a uma só. Foi a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável um custo ou uma oportunidade?

É certo que, ao procurarmos respostas na opinião pública ou publicada, não encontramos um parecer consensual. Há quem afirme que de lá nada saíu que faça a diferença, mas também há quem defenda que mais importante do que aquilo que está na declaração é o que não está!

Analisemos, pois, esta questão recorrendo aos factos. Comecemos pelo final. Na verdade, ao considerarmos os quase 300 parágrafos da declaração adotada por mais de cem chefes de Estado e de Governo, e por outros altos representantes dos restantes países do mundo, afigura-se longínqua qualquer meta rumo ao desenvolvimento sustentável.

O único caminho

Cabe-nos, então, questionar sobre se valeu a pena o investimento que foi feito nesta Cimeira. Pois bem, caro leitor, eu junto-me aos que não duvidam de que valeu a pena. Senão, vejamos. Se esta Cimeira não tivesse acontecido, quando voltaríamos a discutir um assunto que nos afeta a todos? E pese embora a crise económica, que não ajuda os países e as empresas a estarem atentos a estas questões, a verdade é que este tipo de encontros constituiu o espaço ideal para falar sobre desenvolvimento, seja ele social, ambiental ou económico.

E enquanto dirigente de uma associação de empresas que trabalha a Responsabilidade Social Corporativa permitam-me que o diga, as empresas assumem claramente um papel fundamental na mudança para uma economia mais verde, e elas sabem-no bem. As empresas estão cada vez mais conscientes das suas obrigações e responsabilidades. Já reconheceram que só o caminho do desenvolvimento sustentável pode ser seguido.

Posto isto, resta-me concluir: não temos metas? Pois então que não nos falte a vontade.

No GRACE, vontade não nos falta. Cá estaremos para convosco trabalhar rumo à erradicação da pobreza, num contexto de economia verde e desenvolvimento sustentável.