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As empresas e a sociedade: Porque não ser otimista?

Conceição Zagalo

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Nada melhor do que o termo de um ciclo de calendário para pormos em perspectiva obra concretizada e, à luz de necessária ponderação, prosseguir aquilo a que nos propusemos, seja em termos pessoais, profissionais ou em domínios tão concretos como o da responsabilidade social corporativa.

É neste olhar sobre os meses que temos pela frente que aqui hoje deixo uma reflexão sobre duas formas distintas de encararmos as dificuldades que se nos apresentam e que teremos de saber ultrapassar. Das duas uma, ou nos vitimizamos e nos deixamos embalar pela triste sorte que nos assolou, ou encaramo-las com o realismo e a firmeza capazes de nos conferirem forças para as convertermos em soluções que contenham a nossa marca.

É de resto nesta segunda hipótese que sustento a minha noção do otimismo com que olho hoje para as nossas pessoas, para as nossas organizações e para o nosso país.

Numa época em que são palpáveis as limitações impostas pela conjuntura que mais do que nacional é mundial, nunca tanto se ouviu falar em envolvimento de pessoas e organizações na busca de saídas sociais que cada vez mais põem em comum capacidades de fazer acontecer, numa conjugação entre energias empresariais e energias individuais.

Por outro lado, importa acreditar que a cada esquina da contrariedade sempre surge uma possibilidade de caminho alternativo. O empreendedorismo social ou a criação de negócios sociais são desta afirmação um bom paradigma, cujos resultados podem ultrapassar as expectativas dos investimentos nas suas políticas de responsabilidade social.

Se calhar é mesmo tempo para pedir às empresas que olhem para as parcerias organizações empresariais/organizações sociais com a lente da estratégia capaz de as fazer ir para além do tradicional modelo de gestão e verem nesta relação a capacidade de multiplicar resultados.

Não é isto criatividade? Não é isto inovação? Não é isto um alargar de horizontes? Não é isto uma franja de negócio?

Será que não é no terceiro setor que pode residir um novo modelo de stakeholder capaz de contribuir para os lucros das empresas e os lucros da sociedade?

Valerá ou não a pena refletir sobre esta matéria com o otimismo e o sorriso da oportunidade?