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Ser velho é...

Envelhecimento Ativo

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4 em cada 10 europeus sentem-se velhos

... uma incógnita que começa no berço. Melhor: a perceção da juventude e da velhice varia muito na Europa. Verifique as surpreendentes nuances do chamado "idadismo" atitudes negativas em relação a outros, só com base na idade  

1.° ADEUS, VERDES ANOS!

Atenção quarentões! Na Europa, deixa-se de ser novo a partir dos 41,8 anos, em média, segundo o último estudo do Eurobarómetro.

Os homens entendem que tal acontece logo aos 41 anos; as mulheres vão um pouco mais longe 42,6 anos. Os portugueses são, naquela pesquisa, os segundos, no top dos povos para quem a juventude acaba mais cedo: aos 36,8 anos! À nossa frente, só Malta, com 36,7 anos.

2.° 'ENXUTOS'... OU QUASE

Mas o estudo do Eurobarómetro apresenta análises distintas. Numa delas, quanto mais velhos os inquiridos são, mais prolongam a idade em que se consideram idosos. Esse momento tem lugar, em média, aos 63,9 anos. Há, porém, diferenças entre sexos: elas sentem-no depois dos 65 anos; eles, mais pessimistas, assinalam o ponto de viragem aos 62,7 anos.

3.° 'FORA DE JOGO'

Quatro em cada dez europeus, no inquérito do Eurobarómetro, consideram-se velhos aos 55 anos ou mais.

Para os eslovacos é aos 57,7 anos; para os checos, aos 59,5 anos.

E há quem sinta que é mais tarde que se fica para trás: aos 67 anos, para nós, portugueses, ou aos 67,9 anos, para os holandeses. O Chipre bate o recorde, situando nos 68,5 anos o início da velhice.

4.° 'IDADISMO' EM FORÇA

Em Portugal, na Hungria, na República Checa, na Áustria, na Alemanha e na Roménia, uma em cada cinco pessoas acha-se velha e já se sentiu discriminada no local de trabalho por causa da idade revela um outro estudo, este do Instituto do Envelhecimento, da Universidade de Lisboa. Portugal está, ali, em 4.° lugar no ranking dos países que consideram este problema "muito grave" ou "bastante grave".