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Envelhecimento Ativo

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O que ganhámos com este Ano Europeu? Leia a opinião de Joaquina Madeira, comissária nacional da efeméride, e Manuel Villaverde Cabral, diretor do Instituto do Envelhecimento

Maria Joaquina Madeira

Presidente da Comissão Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações

"Foi um ano que serviu para dar um impulso a causas que já eram da nossa sociedade e estavam adormecidas. Era preciso dar voz a esta questão de que estamos todos a envelhecer - e ainda bem, até porque não se pode viver de outra maneira sem ser a envelhecer.

O conceito do envelhecimento ativo foi estabelecido pela Organização Mundial de Saúde em 2002 e agora chegou finalmente ao nível local, aquele que se depara com os problemas criados por uma crescente geração de idosos. Ficamos a partir de agora obrigados a adotar outra forma de viver, é uma mudança de paradigma, deixamos de ser aquela sociedade industrial em que as pessoas valem pelo que têm para passarem a valer pelo que fazem.

Penso que a aposta foi ganha: com as muitas iniciativas, deu-se um novo fôlego ao envelhecimento ativo. É, seguramente, um movimento que não vai parar."

Manuel Villaverde Cabral

Director Instituto do Envelhecimento

"A celebração, pela primeira vez, por parte da Comissão Europeu, deste ano europeu foi extremamente oportuna e importante pelo grande estímulo que deu a todas as organizações, grandes e pequenas, que lidam com o envelhecimento no sentido de conferirem ao tema a máxima publicidade que se justifica tanto mais quanto Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo.

Pela participação e acompanhamento que tive pessoalmente nesta celebração, bem como os meus colegas, posso confirmar a grande mobilização de esforços que ela representou e o número extremamente elevado de pessoas, pelo país fora, que se envolveu na difusão e discussão do envelhecimento ativo.

O Instituto do Envelhecimento, da Universidade de Lisboa, criado por iniciativa e apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, teve oportunidade de realizar, com o apoio da Fundação Francisco Manuel dos Santos, um estudo inédito sobre os seniores portugueses (50+ anos), o que permitirá muito em breve conhecer melhor as práticas do envelhecimento ativo em Portugal e a sua previsível evolução."