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Cafeína trava Alzheimer

Envelhecimento Ativo

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Mais uma investigação a apontar que o consumo de café pode atrasar o aparecimento e progressão da doença

Pessoas com mais de 65 anos com maiores niveis de cafeína desenvolveram Alzheimer dois a quatro anos mais tarde do que as que tinham niveis inferiores de cafeína.

Num ensaio que durou quatro anos, os investigadores acompanharam 124 adultos com idades entre os 65 e os 88 anos, com MCI - a sigla para Mild Cognitive Impairment, designação científica para Perda de Memória Leve. No fim, concluiram que a ingestão de café está associada a uma redução do risco de desenvolver demência ou um atraso no aparecimento da mesma. 

"O estudo revela claramente que pessoas que ingerem diariamente cafeína têm perda de capacidades cognitivas adiada", aponta Rodrigo Cunha, investigador e professor da Faculdade de Medicina de Coimbra.

Em Portugal, de acordo com os resultados do projeto European Collaboration on Dementia (Eurocode), estima-se que existam cerca de 153 mil pessoas com demência, 90 mil especificamente com Alzheimer.