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Banco Alimentar fez 300 mil euros em alimentos com recolha de papel

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Luís Barra

Uma campanha levada a cabo por várias instituições conseguiu recolher durante 11 meses, 3000 toneladas de papel, que foram trocadas por dinheiro para comprar leite, atum e azeite

A campanha "Papel por Alimentos", lançada há um ano pelo Banco Alimentar Contra a Fome, recolheu mais de três mil toneladas de papel, que converteu em 300 mil euros de alimentos, prioritariamente leite, atum e azeite.

Isabel Jonet, presidente da instituição, fez um balanço dos primeiros 11 meses da campanha (os dados mais actualizados são até final de Novembro) que é de "muito sucesso".

Uma das chaves do sucesso desta campanha foi o facto de ter a "dupla vertente ambiental e solidária", diz, que permitiu usar um produto normalmente desaproveitado (papel) e trocá-lo por alimentos.

O envolvimento de várias instituições, como escolas, universidades ou empresas - que se transformaram em centro de recolha de papel para as pessoas da sua zona e depositaram no Banco Alimentar todo o papel recolhido - permitiu um trabalho em rede que foi fundamental para o sucesso da campanha.

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com uma empresa de recolha de resíduos. Por cada tonelada de papel que recolhia nos bancos alimentares, entregava cem euros em dinheiro, que depois era convertido em alimentos pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.

Até ao final de Novembro foram recolhidos perto de 3100 toneladas de papel, que deram origem a mais de 300 mil euros em produtos alimentares. "Os alimentos privilegiados este ano foram o leite, o atum e o azeite. São alimentos muito importantes, nomeadamente o leite para crianças e idosos, e o atum, pela facilidade de consumo, sem confecção", explicou Isabel Jonet.

Além disso, são alimentos que só entram no banco alimentar através das campanhas de recolha. Não há doação destes alimentos pela indústria, porque nunca há excedentes, sublinhou.

A campanha "Papel por Alimentos" teve a adesão dos 17 Bancos Alimentares do continente. Os das ilhas não entraram porque naquelas regiões "não há o mesmo tipo de operação de resíduos".

Os bancos alimentares onde foi recolhido mais papel foi o de Lisboa, seguido do Algarve e depois Porto.