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Portugueses preferem doar alimentos e são mais sensíveis a idosos e crianças

Atualidade

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Gonçalo Rosa da Silva

Estudo revela que portugueses inquiridos fazem menos voluntariado, mas dão mais donativos a instituições de solidariedade, comparativamente com 2010

Solidariedade e a Responsabilidade Social em Portugal: Onde Estamos? é o título do estudo promovido pela associação Link, que procura traçar o perfil solidário dos portugueses.

De acordo com os resultados, 30% dos inquiridos (de um universo de 1021 pessoas, com idades entre os 18 e os 64 anos, de todo o país) contribuem de forma regular com donativos para ações de solidariedade social. Em 2010, o valor ficava-se pelos 11%.

O envolvimento em causas solidárias acontece, sobretudo, através da doação de bens alimentares (74%),o que justifica que as ações do Banco Alimentar sejam as mais populares entre os portugueses (32%). Segue-se o voluntariado (35%), que diminuiu sete pontos percentuais relativamente ao inquérito de 2010. Os donativos em peditórios de rua (31%) e durante o pagamento de compras (27%) - como a campanha Arredonda, são os outros métodos mais comuns de solidariedade.

As transferências bancárias estão longe de entrarem nas preferências dos inquiridos, representam, apenas, 12% dos donativos.

Quanto ao perfil dos voluntários, a maioria tem entre 18 e 24 anos e vive no interior do país. No caso dos doadores, têm entre 45 e 54 anos e concentram-se no litoral norte do país.

As crianças e os idosos são considerados os grupos prioritários por 76% das pessoas que responderam ao estudo da Link, seguem-se os deficientes (54%), os doentes (51%) e os sem-abrigo (48%).

Os inquiridos também são bastante críticos em relação à concentração de campanhas no natal, 81% considera que deveria haver mais iniciativas distribuídas ao longo do ano.