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Câmara amiga dos munícipes

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Vila Real

A autarquia de Vila Real criou um Fundo de Emergência Social que será destinado ao apoio de famílias com dificuldades financeiras

Em 2012 aumentou em cerca de 15% o número de famílias que solicitaram apoio à Câmara Amiga, projeto de solidariedade social lançado pelo município.

As previsões para 2013 apontam para uma maior procura de ajuda e, para tentar responder às necessidades, a autarquia de Vila Real criou um Fundo de Emergência Social, que está incluído no orçamento para este ano.

A vereadora Dolores Monteiro explicou à agência Lusa que o fundo arranca com cinco mil euros, valor que poderá ser reforçado todos os meses até um máximo de 25 mil euros.

A responsável salientou ainda que a verba será acionada para responder a situações de emergência, relacionadas prioritariamente com alimentação.

"Fundamentalmente será para a compra de alimentos quando não estes já estiverem disponíveis na loja social", sublinhou.

Os bens fornecidos pela loja social, desde alimentação, vestuário, brinquedos ou mobiliário, são conseguidos através de campanhas de recolha ou de doações.

No último trimestre de 2012, as prateleiras chegaram a ficar praticamente vazias e é este tipo de situações que o município quer evitar.

Segundo Dolores Monteiro, a Câmara Amiga ajuda 145 famílias carenciadas todos os meses. No Natal, esse apoio aumentou e foram distribuídos 258 cabazes com comida.

Na recolha de bens efetuada em dezembro foi possível juntar 10 toneladas dos mais diversos bens alimentares.

Também em dezembro, o Rotary Club de Vila Real entregou à Câmara Amiga 2.500 euros, conseguidos através da candidatura que teve como mote "Combater a Fome e a Pobreza".

A vereadora salientou ainda o "grande aumento" de pedidos de habitação social que praticamente todos os dias chegam à câmara.

Ao mesmo tempo, devido ao desemprego que afetou muitas famílias, cresceu o número de rendas em atraso.

Entre janeiro de 2012 e novembro, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego cresceu cerca de 11% no distrito de Vila Real.

No território do Douro e Trás-os-Montes, a taxa de crescimento foi de 20 e 16% respetivamente.