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Palavra de Cidadão de Gentil Martins

Ano da Cidadania

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Para o médico, a cidadania revela-se sempre que cada um faz a sua parte

              "Penso que cidadania mais não é do que a nossa plena integração na comunidade de que fazemos parte, com os seus deveres e direitos, mas sempre num espírito de verdade e justiça, Todos devemos contribuir para o bem estar de todos, num espírito de partilha e entreajuda, mas sem esquecer distinguir o que é diferente e valorizar cada um de acordo com o seu esforço e trabalho. Como dizia o Presidente americano Kennedy "mais importante do que o que o Estado pode fazer por nós, é o que nós podemos fazer por ele.              

Iguais em direitos fundamentais, mas também diferentes num espírito de liberdade de opções a respeitar. Cidadania significa olhar os outros como irmãos e procurar respeitar princípios fundamentais como a honestidade e a honra. Significa defender com responsabilidade e clareza aquilo em que sinceramente acreditamos, no meu caso Deus, a Pátria, a Família, a Solidariedade e a Vida Humana na sua plenitude.             

É importante que se debata e mobilize a sociedade para o Voluntariado e que cada um perceba que a sua utilidade. Só assim as Pessoas se dedicarão a alguma coisa , com continuidade mas com regras. Se os que muito trabalham e se esforçam poderão ter pouco tempo para o Voluntariado, certamente quem nada faz, deve sentir a estrita obrigação de ajudar os outros.             

Considero que, para além da satisfação ( que até podemos considerar egoísta...... ) que nos pode dar o prazer de ajudar os outros, importa sempre que nas nossas profissões e trabalhos, diferentes, mas de igual dignidade, cada um dê sempre o seu melhor, quer venha a perder ou a ganhar, como bem define o espírito olímpico.           

 Como Médico defendo intransigentemente a liberdade de escolha , como base de uma confiança recíproca, elemento fundamental em qualquer relação humana, mas aqui particularmente pertinente: todos lembram certamente o célebre dito popular de que, "por vezes, uma boa palavra, é melhor do que um comprimido". A vocação e o desejo de ajudar os outros é elemento essencial do ser Médico e igualmente elemento fundamental da cidadania.            

 Como Médico, exerço a minha cidadania como Cirurgião Pediátrico e Cirurgião Plástico e também dirigindo um  Centro de Apoio a Vítimas de Tortura, além de ter presidido à Ordem dos Médicos e à Associação Médica Mundial, de ter sido Professor de Cirurgia Pediátrica na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, de ter presidido à Liga Portuguesa Contra o Cancro,  de ter sido fundador da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, e de ser colaborador da Terra dos Sonhos e da Raríssimas, além de outras Instituições de Solidariedade Social."