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Palavra de Cidadão de Francisco Pinto Balsemão

Ano da Cidadania

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Para o presidente do grupo Impresa, cidadania não é só querer ter direitos, é preciso exercê-los. 

"O Ano Europeu dos Cidadãos está bastante centrado no exercício de direitos a nível da União Europeia e na luta contra as discriminações raciais, sexuais e de outros tipos. É com certeza uma iniciativa importante da Comissão Europeia, que a Presidência irlandesa apoiou, logo em Janeiro.

Mas, para mim, a cidadania vai mais longe. Implica tomar ou apoiar iniciativas que permitam um exercício mais ativo e saudável da democracia e se adequem ao mundo onde vivemos em 2013. Esse mundo já não se compadece com o mero exercício do direito de votar em eleições locais, nacionais ou europeias, nem com processos legislativos e decisões vagarosas, nem com a lentidão entorpecedora da justiça.

Há, hoje, pela via digital e usando tudo o que ela proporciona de informação, comunicação e rapidez de decisão, outras formas de ativar a cidadania como prática quase diária. A democracia de proximidade, através, por exemplo, dos orçamentos municipais participativos, as petições públicas, as convocações instantâneas de manifestações, a constituição de grupos que defendem uma única causa e se dissolvem uma vez  conseguidos os seus objetivos, são, entre outras, modalidades de exercício de direitos de cidadania que, pela frontalidade, envolvimento e rapidez,  podem salvar a democracia da letargia em que caiu e, com ela, os valores de liberdade, igualdade e solidariedade que a enformam.

Se não queremos cair em situações absurdas, como  a gerada  pelas recentes eleições em Itália, não nos basta reconhecer que temos direitos. É preciso também exercê-los . E fazê-lo de modo a que as decisões que podem salvar e dinamizar a sociedade sejam tomadas a tempo e, sobretudo, executadas sem atrasos nem desvios pseudo-justificados por desculpas formais e mesquinhas."