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Bárbara sobreviveu a um cancro e fez um vídeo para dar força aos outros

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Lusa

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Bárbara Machado sobreviveu a um linfoma muito agressivo (não-hodgkin) e resolveu fazer um vídeo para motivar outras pessoas com o diagnóstico de cancro. O vídeo foi utilizado pela Associação de Apoio a Doentes com Leucemia e Linfoma para ajudar os pacientes do Centro Hospitalar de São João, no Porto

Lusa

Aos 22 anos, Bárbara Machado sobreviveu a um linfoma muito agressivo (não-hodgkin), fez um vídeo em que relatou de forma positiva os dias sofridos da quimioterapia, gere agora um negócio familiar e trocou o futsal pelo fitness.

Os meses que decorreram entre Novembro de 2009 e Junho de 2010 foram de "superação" para a então recém-formada em gestão de empresas, praticante federada de futsal e voluntária na Cruz Vermelha, em Vilela, concelho de Paredes.

"Primeiro foi uma dor de ouvidos e depois os gânglios a aumentarem que me fez repetir, durante três meses, consultas no sector particular até que no Centro Hospitalar do Porto, numa consulta de sangue, disseram-me ser 99% seguro que tinha um linfoma", disse à Lusa Bárbara Machado.

O linfoma não-hodgkin, que foi diagnosticado a Bárbara Machado, é uma doença que afecta as células do sistema linfático e define-se por ser indolente (de baixo grau e de evolução lenta) ou agressivo (de alto grau ou crescimento rápido), subdividindo-se em 30 tipos em função do aspecto das células, colhidas através de uma biopsia.

A notícia de doença que "é uma anomalia genética e que acontece nos jovens a partir dos 20 anos e nos idosos a partir dos 60" foi-lhe dada "da forma que mais queria" ouvir, que o linfoma "era para curar".

Contudo, o voluntariado na Cruz Vermelha "teve de ser abandonado" mas pôde continuar a trabalhar com os jovens e crianças num tempo em que "a cada consulta perguntava se já podia voltar aos treinos" de futsal que tinha interrompido.

Determinada a vencer a doença que lhe ameaçava o futuro, a jovem residente em Paços de Ferreira, distrito do Porto, pensou primeiro "em escrever tudo o que estava a sentir", mas o espaço temporal entre quando se sentia doente e quando tinha vontade de escrever fê-la mudar o alvo das suas memórias.

"Impulsionada por uma amiga com formação em multimédia, avancei para a produção de um vídeo, que dura 15 minutos, em que contei como contrariei tudo o que de mau me foi acontecendo, para nunca me esquecer do que passei", relatou a jovem.

Desse período guarda a conversa "muito importante" que teve com um ex-doente de linfoma por lhe ter permitido "partilhar com alguém que também praticava desporto" a vivência da doença.

Uma versão de sete minutos desse vídeo foi posteriormente aproveitada pela Associação de Apoio a Doentes com Leucemia e Linfoma (ADL) para ajudar os pacientes do Centro Hospitalar de São João, no Porto.

Com duas sessões de quimioterapia ainda por cumprir, a 23 de Junho de 2010, Bárbara recebeu a notícia de que ganhara a luta a um linfoma no Estádio III (num máximo de quatro), mas que por ter "sido detectado a tempo foi possível" de controlar.

Depois quis recomeçar "depressa de mais", mas o corpo resistia "e o futsal foi ficando para trás".

"Era a tartaruga da equipa!", recordou, entre sorrisos, sublinhando que fora de campo a sua postura "gerou uma onda de solidariedade".

"Do conjunto de palestras em que participei, uma delas juntamente com o meu vídeo, e uma onda de solidariedade, fizeram render cerca de dois mil euros para a associação Pegadas de Amor, em Paredes", disse.