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Lisboa precisa de voluntários para ser a primeira cidade sem desperdício

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O objectivo, segundo a autarquia, é aumentar o número de voluntários e garantir a cobertura por inteiro do território do município, através da sua rede de recolha e distribuição de alimentos

Gonçalo Rosa da Silva

Ana Moura, Cláudia Vieira, Eder, Júlio Isidro, Lourenço Ortigão e Vitorino Almeida são os embaixadores da campanha do Comissariado Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar que pretende angariar mais voluntários para a causa

A Câmara Municipal de Lisboa quer ser o primeiro município onde não se desperdiça comida e apresentou uma campanha nacional contra o desperdício alimentar, com o objectivo de angariar voluntários e sensibilizar a sociedade civil.

A campanha "Vai onde sobra, leva onde faz falta" foi lançada a nível nacional no sábado, véspera do Dia Mundial da Alimentação, dia 16, em vários suportes.

O objectivo, segundo a autarquia, é aumentar o número de voluntários e garantir a cobertura por inteiro do território do município, através da sua rede de recolha e distribuição de alimentos, e ao mesmo tempo sensibilizar as famílias para as boas práticas alimentares e o combate ao desperdício.

Para se ser voluntário basta dirigir-se a uma das instituições colaborantes ou à própria autarquia, que já tem uma rede de voluntariado organizada.

Na iniciativa participam seis figuras públicas - a fadista Ana Moura, a actriz e apresentadora Cláudia Vieira, o futebolista Eder, o apresentador Júlio Isidro, o actor Lourenço Ortigão e o maestro Vitorino de Almeida.

"Esperamos que o aumento do número de voluntários conseguido com esta campanha contribua, decisivamente, para que Lisboa seja o primeiro município do mundo a combater o desperdício alimentar de forma consistente e integrada a nível de cidade", considerou o comissário municipal de Combate ao Desperdício Alimentar, o vereador João Gonçalves Pereira.

Para provar a importância do projecto, nesta apresentação estiveram o presidente da Câmara, Fernando Medina, vereadores, representantes do Governo, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e de duas dezenas de instituições e organismos da cidade que colaboram contra o desperdício alimentar, como a Fundação Calouste Gulbenkian, o Exército de Salvação, a Comunidade Vida e Paz, a Reefod, o Banco Alimentar e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não esteve presente, mas apadrinha o projecto e enviou uma mensagem de apoio, assim como o primeiro-ministro, António Costa, o imã da mesquita de Lisboa, 'sheik' David Munir, e o cardeal patriarca, Manuel Clemente.

Como salientou Fernando Medina, a Rede Alimentar de Lisboa já permitiu o reaproveitamento de mais de dois milhões de refeições gratuitas a cerca de duas mil famílias na cidade de Lisboa.

A Assembleia da República decretou 2016 como o Ano Nacional do Combate ao Desperdício Alimentar.