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Boa governação: Um debate urgente

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Este é um debate urgente e imperativo que a Fundação AMI e a UN Global Compact Network Portugal promovem no âmbito de mais uma edição da iniciativa “Encontros Improváveis”

Este é um debate urgente e imperativo que a Fundação AMI e a UN Global Compact Network Portugal promovem no âmbito de mais uma edição da iniciativa “Encontros Improváveis”, este ano, subordinada ao tema “Boa Governação: Alicerce para um Futuro Sustentável”, a decorrer no próximo dia 26 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Quanto a mim, por boa governação entendo uma governação exclusivamente norteada para o bem da Res Publica e da Humanidade. Boa governação exige ética, rigor, verdade, responsabilidade, coerência e compromisso, o que a coloca nos antípodas da corrupção, demagogia, manipulação, mentira… Boa governação implica preocupação com os mais fragilizados e desprotegidos da sociedade, estar à escuta e em diálogo com as mais íntimas aspirações dos cidadãos e colocar o Estado Nacional e o Mundo acima dos momentâneos interesses partidários e pessoais.

Boa governação requer ideias claras quanto às verdadeiras causas Nacionais e Globais existentes e lutar, contra ventos e marés, por elas. Boa governação não se faz sem que o exemplo motivador e esclarecedor venha das lideranças com um imprescritível sentido do Dever pois ser-se líder é sobretudo ter Deveres e pouquíssimos direitos. Essa boa governação é exigível aos três pilares das Nações e do Mundo!

A Governação Global tem que ser absoluta e urgentemente reformada, reenquadrada e democraticamente legalizada, tendo em conta a premência de Soluções Globais. Não há volta a dar!

Num tempo em que grandes desafios globais implicam fluxos maciços de refugiados, muitos deles fugindo às guerras e à desgovernação. Num tempo em que as alterações climáticas agravarão substancialmente as crises já atuais e num tempo em que a crise do sistema bancário e financeiro pode vir a provocar muito mais sofrimento e miséria do que já existia. Num tempo em que o próprio futuro da União Europeia está incerto, importa, mais do que nunca, que a boa governação e o bom senso imperem.

A participação de todos é premente e indispensável, se quisermos contribuir para uma sociedade mais justa, mais honesta, mais transparente, capaz de construir o mundo diferente e melhor que todos desejamos para as gerações futuras!