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Portugal recebe cimeira mundial de saúde

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Em 2018, especialistas de vários continentes vão encontrar-se em Coimbra para falar de medicina

A saúde em África será um dos temas preferenciais da cimeira intercalar que se vai realizar em Portugal

A saúde em África será um dos temas preferenciais da cimeira intercalar que se vai realizar em Portugal

Alfredo Santos

A medicina de fronteira – em casos de conflitos armadas, pobreza ou problemas climáticos – será o tema da Cimeira Mundial de Saúde, que terá lugar em Portugal, em abril de 2018. A saúde em África estará também entre as prioridades.

De acordo com a agência Lusa, deverão estar presentes cerca de 700 especialistas de todos os continentes, reunidos no Convento de São Francisco, em Coimbra.

A cimeira, organizada pela M8 Alliance, considerada o G8 da Medicina, reúne universidades dedicadas ao ensino médico e tem como parceiros, entre outras instituições, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, com apoio do Ministério da Saúde.

Portugal, que foi escolhido depois de se candidatar, receberá a cimeira intercalar, já que a anual acontece em Berlim desde que o grupo foi criado. Em 2013 aconteceu em Singapura, em 2014 São Paulo, em 2015 Quioto e em 2016 Genebra. No próximo ano o anfitrião será o Canadá, Montreal, e depois chegará a vez de Portugal.

Doenças infecciosas em países em desenvolvimento, equidade no acesso à saúde e educação médica são alguns dos temas a trabalhar durante a cimeira.

O objetivo principal da Aliança M8, criada em 2009, é melhorar a saúde no mundo. Conta com 23 instituições-membro de 16 países, incluindo Portugal, desde 2015.

O facto de acontecer em Portugal poderá trazer duas vantagens. Por um lado, dar visibilidade às questões de saúde nos países de língua portuguesa e, por outro, tornar mais conhecidas as áreas de excelência da investigação nacional.

A aposta na prevenção de doenças é uma das missões a que a M8 Alliance se propõe. Para isso, pretende reunir investigadores, médicos, decisores políticos, representantes da indústria e Organizações Não Governamentais, com vista à melhoria das respostas de saúde na próxima década.