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Figuras públicas vão ao aeroporto para angariarem voos para crianças com cancro

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Vânia Maia

O radialista Fernando Alvim, a cantora e atriz Sofia Escobar ou o ator José fidalgo são algumas das figuras públicas que vão estar no aeroporto de Lisboa para ajudarem o Projeto Amélia a angariar fundos para financiar o transporte de crianças com cancro para o hospital

Vânia Maia

Vânia Maia

Jornalista

A campanha "24 horas 24 dias" vai levar uma figura pública diferente, em cada dia, ao Aeroporto de Lisboa com o objetivo de ajudar a garantir que crianças da Birmânia diagnosticada com cancro têm acesso a transporte que as leve até ao local dos tratamentos.

Fernando Alvim, Sofia Escobar, José Fidalgo, Sofia Nicholson e Bibá Pitta são alguns dos voluntários que aceitaram associar-se à causa do Projeto Amélia e da World Child Cancer (WCC), que irá decorrer até 23 de abril.

O vídeo que apresenta a campanha conta com a voz de Diogo Infante, que também se mobilizou para apoiar a iniciativa.

O Projeto Amélia foi fundado há oito anos pelo encenador e programador cultural português Fernando Pinho, radicado em Londres. A ONG, batizada com o nome da filha do artista, além de ter como objetivo garantir que crianças birmanesas diagnosticadas com cancro têm acesso aos meios de transportes fundamentais para se deslocarem ao hospital e receberem tratamento, também tem como missão transportar equipas médicas para cenários de catástrofe.

A iniciativa "24 horas 24 dias" pretende ajudar 2700 crianças a chegar ao único hospital com condições para as tratar, o Hospital Pediátrico de Yangon. O objetivo financeiro é ambicioso: angariar 45 mil euros.

Querer fazer a diferença

Quando fundou o Projeto Amélia, Fernando Pinho começou por desafiar-se a viver 60 dias em 60 aeroportos, alertando para a causa, mas seria obrigado a interromper a experiência por indicação do médico, Mesmo assim, conseguiu angariar 17 mil euros nesse ano e montar uma estrutura com capacidade para organizar voos humanitários.

De acordo com Fernando Pinho, apenas 10% das crianças birmanesas diagnosticadas com cancro conseguem chegar ao hospital. O Projeto Amélia e a World Child Cancer pretendem oferecer voos às crianças que vivem a mais de quatro horas de viagem por terra até ao hospital e transporte rodoviário às que vivem mais perto. Uma viagem de avião para uma criança e acompanhante para o Hospital Pediátrico de Yangon custa, em média, 90 euros.

Fernando Pinho escolheu ajudar as crianças birmanesas porque viu essa realidade de perto, chegando a ajudar uma mãe que apenas era capaz de garantir o transporte a um dos dois filhos com cancro. A WCC pretende alargar o apoio a outros países onde o acesso a cuidados de saúde é limitado, como o Gana, Filipinas e Bangladesh, mas o Projeto Amélia não tem ainda condições para estender a sua ação.

A parceria com a ONG britânica é um dos principais motivos de orgulho de Fernando Pinho, assim como a capacidade para realizar voos humanitários. O próximos poderão ser financiados pelos milhares de passageiros de todo o mundo que passam diariamente pelo aeroporto de Lisboa.