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Piscinas no Tejo ou parques caninos são algumas das opções a votos no Orçamento Participativo de Lisboa

Por um Bairro Melhor

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Até 20 de novembro, os lisboetas vão escolher onde serão aplicados 2,5 milhões de euros disponibilizados pela autarquia para novos projetos nos bairros da cidade

Lusa (com VM)

Das 566 propostas que a Câmara Municipal de Lisboa recebeu até junho, 183 projetos foram considerados elegíveis e serão postos a votação. Pelos menos 12 iniciativas serão implementadas.

Para o vereador da Relação com o Munícipe, Jorge Máximo, "é normal haver uma grande diferença entre os projetos que são apresentados e aqueles que vão a votação".

Destas cinco centenas, "90 não passaram porque são assuntos que já estão dentro da programação do município", afirmou à Lusa.

Entre as razões para as propostas terem sido descartadas, o autarca referiu também "razões técnicas, legais e de meios", assim como o facto de estarem fora da jurisdição da Câmara Municipal.

Nesta edição, à semelhança de anteriores, observou Jorge Máximo, os projetos debruçam-se maioritariamente sobre "espaço público, infraestruturas viárias, espaços verdes, desporto e cultura".

A Câmara Municipal de Lisboa disponibiliza 2,5 milhões de euros para esta nona edição, sendo que 1,5 milhões serão distribuídos pelas cinco unidades de intervenção territorial de Lisboa (centro histórico, centro, oriental, ocidental e norte), para que se concretizem, "no mínimo, dois projetos de 150 mil euros" em cada uma.

A restante verba destina-se a projetos "de natureza estruturante e com uma dimensão mais abrangente para a cidade", com um custo [de] até 500 mil euros.

Cada munícipe pode votar em dois projetos, um de cada categoria.

Assim, "no mínimo, teremos 12 projetos vencedores, mas poderemos ter mais, caso o valor consolidado desses projetos não exceda os 2,5 milhões de euros", apontou Jorge Máximo.

A votação poderá ser feita online, por mensagem escrita (SMS grátis para o número 4310, enviando OP + número do projeto), ou presencialmente nas sessões de apoio a voto ou no atendimento na Rua de S. Julião, 149.

Ressalvando que "muitas vezes acontece que bons projetos, por terem falta de capacidade de comunicação, não são os mais votados", o autarca considerou que "os proponentes têm uma ação muito importante na visibilidade ao programa".

Fazendo um paralelo com o número de projetos que foram a votação na edição passada do OP, o vereador observou que "eram relativamente próximos aos deste ano".

"Mas o que mais importa aqui nem sequer é a quantidade, mas que sejam bons projetos, porque isso é cada vez mais uma realidade que se verifica. À medida que o Orçamento Participativo vai-se consolidando e vai maturando, as pessoas vão sendo muito mais construtivas, pragmáticas e informadas na forma como fazem as duas propostas", sublinhou Jorge Máximo.