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Murais de Vhils chegam a bairros da comunidade portuguesa de Newark

Por um Bairro Melhor

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Michael Greenwood

Ao todo, o artista plástico Alexandre Farto, conhecido como Vhils, vai criar cinco murais que ficarão instalados nos bairros onde vive a maior parte da comunidade portuguesa em Newark, nos EUA

Lusa (com VM)

O artista plástico Alexandre Farto, conhecido como Vhils, vai criar cinco murais em Newark, nos Estados Unidos, instalando uma das obras em cada um dos bairros da cidade que acolhem uma grande comunidade portuguesa.

A iniciativa é do consulado de Portugal em Newark, liderado pelo cônsul Pedro Olivera, da câmara municipal da cidade e do Museu de Newark.

"Os parceiros deste projeto valorizam as manifestações artísticas como parte do crescimento e desenvolvimento da cidade e, nesse contexto, destacam a relevância desta intervenção de um dos maiores expoentes mundiais na arte pública", disse a organização em comunicado.

Para os responsáveis do projeto, esta parceria "constitui igualmente uma forma de reconhecimento da comunidade luso-americana" e do "seu contributo para a cidade."

Alexandre Farto, 28 anos, captou a atenção a 'escavar' muros com retratos, um trabalho que tem sido reconhecido a nível nacional e internacional e que já levou o artista a vários cantos do mundo.

Em 2014, inaugurou a sua primeira grande exposição numa instituição nacional, o Museu da Eletricidade, em Lisboa. "Dissecação/Dissection" atraiu mais de 65 mil visitantes em três meses.

Esse ano ficaria também marcado pela colaboração com a banda irlandesa U2, para a qual criou um vídeo incluído no projeto visual "Films of Innocence", que foi editado em dezembro de 2014, e é um complemento do álbum "Songs of Innocence".

Em 2015, o trabalho de Vhils também chegou ao espaço, à Estação Espacial Internacional (EEI), no âmbito do filme "O sentido da vida", do realizador Miguel Gonçalves Mendes.

No passado mês de março, inaugurou a primeira exposição individual em Hong Kong, "Debris", no topo do Pier 4 (Cais 4), uma mostra que reflete a cidade e a identidade de quem nela habita para ver e, sobretudo, "sentir".

Paralelamente ao desenvolvimento da sua carreira criou, com a francesa Pauline Foessel, a plataforma Underdogs, projeto cultural que se divide entre arte pública, com pinturas nas paredes da cidade, e exposições dentro de portas, em Lisboa.

Este ano, recebeu o prémio personalidade do ano da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal.